quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Noob Mãe

Noob quer dizer novo, novato. Sou uma mãe novata, de uma bebê de 8 meses. Embora digam que a gente se torna mãe quando engravida, eu acho que a gente só se torna mãe de verdade quando nosso bebê nasce. Aí é que "o bicho come".

Esse blog é inspirado no seu quase homônimo americano, o Noob Mommy, e pretende ser um local onde eu faço desabafos e dou dicas para mães novatas como eu, tentando manter o bom humor.

Antes de mais nada preciso dizer, também, que sou do tipo de mãe que lê. Leio muito. Antes da minha bebê nascer, eu li vários livros como "O que Esperar Quando Você Está Esperando" e o Guia da Gravidez da Clínica Mayo. Também li o livro azul da Encantadora de Bebês. Agora estou lendo o Guia do 1o ano da vida do bebê da Clínica Mayo (esses, infelizmente, não têm tradução para o português) e também um livro chamado Nurture Shock: New Thinking about Children (algo como: "O Choque da Criação: novos pensamentos sobre crianças"), que é interessantíssimo. 

Meu marido e eu também lemos muito sobre a pater/maternidade compartilhada (equally shared parenting), e vários livros sobre o sono dos bebês (li Elisabeth Pantley, uma parte do Dr. Ferber, Dr. Weissbluth, Suzy Giordano, Dr. Karp...).

Também li recentemente o livro Brain Rules for Baby, do neurocientista John Medina

Todos esses livros têm informações interessantes e, na minha opinião, muito úteis. Várias pessoas conhecidas já me criticaram dizendo que não vou usar nada do que li ou que não posso ser uma mãe "pelo livro". Mas a verdade é que todas as informações que eu colho dessas fontes que considero fidedignas me ajudam, e muito. Claro que sempre há um filtro, algumas coisas acabam não servindo, ou sendo adaptadas. Só que funciona.

Minha filha dorme a noite toda, das 18:30 até às 6 da manhã do outro dia, desde os 5 meses e meio. Não, ela não acorda no meio da madrugada para mamar. Ela dorme mais ou menos esse período, todos os dias. Ela praticamente não estranha pessoas desconhecidas, é um bebê tranquilo, alegre e seguro.

Também me criticaram por eu me importar tanto com o sono da minha filha, por tentar fazê-la tirar seus cochilos diários de maneira regular. Mas meu esforço se paga quando as pessoas dizem que ela é uma criança feliz. Ela é feliz porque ela é bem cuidada, descansa o que precisa, está sempre bem alimentada, com a fralda limpa, roupas confortáveis e protegida por mim. Acredito que no primeiro ano de vida não há nada mais importante para um bebê do que a companhia constante da mãe e do pai, pai e mãe que se dêem bem e se respeitem.

Tem coisas que a gente, realmente, só entende depois que vira mãe. Comigo não foi diferente, por mais clichê que soe. Eu muito critiquei a mater/paternidade com apego, ou attachment parenting, mas agora cheguei à conclusão de que esse tipo de mater/paternidade é com o qual eu mais me identifico. Não sou de exageros, não sou a favor da "family bed" (cama compartilhada ou cama da família), mas muitas outras coisas tocam muito fundo em mim e fazem todo sentido.

Aos pouquinhos vou contando minhas peripécias e dividindo minhas dicas e dúvidas.

Beijo!

5 comentários:

  1. Oi Virgínia, que bela idéia. A maternidade é realmente transformadora. Vou acompanhar o blog com certeza.

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    1. Oi, Mari, que bom! E comente, quero trocar experiências!

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  2. Oi querida, já te disse hoje mesmo que tenho muito orgulho de ti, né!?
    Beijinhos
    Laura e Hanna

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  3. Se tem a Noob Mãe, então sou o Noob Pai :)
    Por sinal um, pai muito feliz.
    Parenting é cheio de inseguranças, mas também cheio de alegrias.
    Beijos, amo vocês!

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